segunda-feira, 5 de maio de 2014

Qualidade de Vida e Educação Financeira

Quando falamos em qualidade de vida, cada um provavelmente pensará algo diferente, de acordo com o que dão valor. É comum ouvir que qualidade de vida significa ter muito dinheiro, viajar pelo mundo inteiro, morar numa casa bacana com ótima localização ou ter tempo livre.
Já quando colocamos educação financeira em pauta, alguns podem interpretar como controlar os gastos, saber investir, não se endividar ou o caminho para a independência financeira. Nenhuma dessas interpretações estariam erradas, mas isoladamente estariam incompletas.
O intuito deste artigo é discutir o que é qualidade de vida, o que é educação financeira, como esses dois importantíssimos conceitos se relacionam e como são fortes quando utilizados em conjunto.

O que é qualidade de vida?

Ter qualidade de vida significa conseguir aproveitar seu tempo da melhor maneira possível, tentando sempre estar próximo às pessoas que realmente são importantes para você. Vamos imaginar algumas situações e tentar classificá-las.
Um empresário de sucesso possui um apartamento de R$ 1,5 milhão, uma casa de praia de R$ 800 mil, 2 carros de 150 mil cada e um barco de R$ 400 mil. Ele tem seu próprio negócio, trabalha no mínimo 14 horas por dia, fica “pendurado” no celular mesmo estando em casa e não sabe o significado dos termos “final de semana” e “férias”. Não deve ser fácil perceber que ele tem muito dinheiro. Mas será que tem qualidade de vida?
Nosso segundo personagem fictício mora num ótimo apartamento alugado (pago com rendimento dos investimentos), dois carros médios (comprados semi-novos por um bom preço) e nada mais. Ele também tem seu negócio, mas trabalha religiosamente oito horas por dia, tem os finais de semana livres (sempre fazendo uma ou outra ligação) e faz questão de fazer anualmente uma grande viagem, aproveitando seus 30 dias de férias junto com a esposa e filhos. E agora, será que esse teria qualidade de vida? Não respondam agora!

O que é educação financeira?

Educação financeira é composta por tudo que já escrevi no começo do texto mais algumas coisas. Em poucas palavras, é saber lidar com o dinheiro, para administrá-lo de forma que ele trabalhe para você e não o contrário. Tem ainda como principal objetivo atingir a independência financeira. Escrevi o artigo A importância da Educação Financeira, o qual recomendo a leitura.
Vamos agora analisar a situação dos nossos empresários do tópico anterior. Para quem acompanha o blog e já leu o artigo Quanto custa ficar rico?, certamente percebeu que o primeiro caso é justamente o exemplo dado por Paulo Portinho.
Como já foi mostrado no artigo citado, o primeiro empresario precisaria de, no mínimo, R$ 300 mil por ano só para manter seu patrimônio! Ou seja, ele precisaria de uma renda mensal de R$ 25 mil só para “pagar as contas”. Certamente se o negócio desandasse, ele estaria com um baita problema nas mãos.
Já o segundo empresário praticamente não tinha passivos relevantes. Apesar de não ter um patrimônio avaliado em R$ 3 milhões, possuia entre entre apartamentos de baixa renda e investimentos financeiros, que rendiam aproximadamente R$ 10 mil por mês. Isso independente da renda obtida através do seu negócio. Continuem pensando…

Qual a relação entre qualidade de vida e educação financeira?

À princípio, essa relação não é uma regra. Você deve conhecer pessoas que aparentam ter ótima qualidade de vida, mas que não tem a mínima noção de dinheiro. O contrário também não é difícil de encontrar, pois existem várias pessoas que administram seus patrimônios de forma extraordinária, mas não têm tempo para nada.
Mas o grande “pulo do gato” está em aproveitar os resultados de um (educação financeira) para ficar cada vez mais próximo do outro (qualidade de vida). Enquanto o primeiro empresário está cada vez mais preso ao trabalho, por aumentar seu patrimônio com bens que só geram despesas e necessitar continuamente dos lucros advindos do seu negócio, o segundo está progressivamente aumentando seu patrimônio com bens que geram primordialmente receitas. Trocando em miúdos, o primeiro está cada vez mais preso enquanto o segundo está caminhando para a liberdade, através daindependência financeira.

O que é ser rico?

A primeira coisa que cada um deve fazer é se perguntar “O que eu considero ser rico?“. E pensar durante um bom tempo sobre essa resposta. Será que ser rico é apenas atingir uma certa quantia de dinheiro ou um determinado salário? Ou é ter um carro do ano caríssimo, casa de praia, casa de campo, outros carros, entre outras coisas?
Li há alguns dias um excelente artigo escrito por Conrado Navarro, do Dinheirama. O blog é muito bom e o artigo Riqueza: ser rico sem ser milionário ou pensar em dinheiro é leitura obrigatória.
Minha opinião sobre riqueza (muito parecida com a do Navarro) é viver com qualidade de vida e acumular paulatinamente um patrimônio que gere rendimentos cada vez maiores para que eu dependa cada vez menos da renda obtida através do meu trabalho. Fazendo isso e tentando manter o padrão de vida atual, atingirei meu objetivo de “ficar rico” em pouco tempo.
O que é ser rico para você? O que você considera viver com qualidade? Deixe um comentário e participe dessa discussão!
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A Era da Informação

Cada um dos três séculos passados têm sido dominados por uma única tecnologia. O século XVIII foi a era dos grandes sistemas mecânicos acompanhado da Revolução Industrial. O século XIX foi a era da máquina a vapor. O século XX tem sido denominado como a Era da Informação. Neste cenário de avanços tecnológicos, deparamo-nos com uma carga de informações cada vez maior. Como podemos tirar proveito dessas tecnologias que colocam a nossa disposição um volume cada vez maior de informações?
Um exemplo recente do que a (falta de) informação pode causar foi o problema do Plano Bresser. Após a criação do Plano Bresser, em 12 de junho de 1987, as pessoas que tinham dinheiro em em conta poupança entre junho e julho desse ano perderam parte dos seus rendimentos devido a um erro de correção na mudança do indexador desse investimento. Resultado: quem tinha dinheiro investido em poupança naquela época teve o rendimento erroneamente calculado e teria direito a ser ressarcido por essas perdas.
Pra vocês terem uma idéia do impacto disso, se todas as pessoas que tinham dinheiro investido entrassem com ação par reaver essa diferença, o governo teria que desembolsar R$ 1,6 trilhão. Porém, estima-se que apenas 20% das pessoas que tinham direito a essa causa, realmente entraram com ação.
Detalhe: o prazo para entrar com ação encerrou ontem (31/05/2007) por prescrição. Mesmo com a Defensoria tentanto evitar a prescrição, é inegável a quantidade de oportunidade que perdemos – ou deixamos de ganhar – por falta de informação.
Em tempo: o Plano Verão e o Plano Collor prescrevem em 2009 e 2010, respectivamente.
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Pensando Bem

Estive olhando para a lista das pessoas mais ricas de 2013.
Dentre as primeiras 21 pessoas da lista, apenas um ficou rico sendo começando como investidor.
Isso nos leva a algumas conclusões:
  • A probabilidade de você nascer entre os mais ricos do mundo, é 5 vezes maior do que a probabilidade de você se tornar um dos mais ricos do mundo sendo investidor;
  • Analisando a lista inteira, descobri também que é 20 vezes mais fácil você ficar rico nos EUA, do que no Brasil (Eureka!!)
Conclusão Final: Investir é suficiente para atingir independencia financeira, liberdade e o que mais você quiser, sem precisar entrar nesta lista.
Sem contar que a exposição é tão grande que a galera acaba descobrindo os podres até da sua família.
Mas independente do quão rico você queira ficar, continue acompanhando as nossas discussões!
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